Os cristãos confessos e praticantes “estão ameaçados e sofrem uma perseguição intensa e generalizada, muito mais que outros adeptos de outros grupos religiosos”, advertiu o britânico Rupert Shortt, escritor e pesquisador de religião. Cerca de 200 milhões em todo o mundo vivem no dia a dia esta perseguição. -Confira, ORE e comente…
Rupert Shortt (foto) que é editor de um suplemento no The Times, em uma conferência na Universidade Internacional da Catalunha(nordeste) sobre
o tema: “A perseguição dos cristãos: Uma realidade esquecida”, na qual ele falou sobre sua pesquisa intitulada “cristianofobia, fé atacada”, que analisa os países onde os praticantes do cristianismo se vêem ameaçados.
O autor afirma que não vê uma origem clara do problema enfrentado pela comunidade cristã nos países do Oriente Médio. Depois de admitir que a religião cristã também foi levada a ser muito violenta em outros períodos da história, algo que seguramente não voltou a acontecer após a Segunda Guerra Mundial, afirmando que a fé cristã tornou-se “muito mais autocritica e pacifica a partir dos anos 40 (século XX)”.
Neste sentido, considerou que o atentado de 11 de setembro/01 sobre as Torres Gêmeas em Nova York, foi um “ponto de partida” em que o
dialogo entre cristãos e muçulmanos tenha aumentado.
Por isso, Rupert Shortt disse que não considera que tais atentados nos EUA são a fonte do conflito religioso, é algo que fica “mais além da Síria e do Iraque.”
Segundo o escritor e pesquisador que em seu último trabalho de investigação relata a situação em que estão expostos milhares de cristãos, diz que a “cristianofobia”, não tem nada a ver com o Islã, é por causa da má pratica religiosa.
“Boa religião promove a solução de conflitos, já a má religião promove a desavença” – ressaltou.
Por outro lado, Shortt afirmou que não entende “por que os muçulmanos se sentem grandes vitimas na Europa, porque na realidade eles não são.”
“A religião é boa quando tem influência, mas não quando tem poder” – disse o jornalista, que argumentou que cada pessoa religiosa “deve ser capaz de expressar seus pontos de vista”, desde que não o faça de um aforma intolerante, porque “é um elemento a mais da democracia”.
VERDADE GOSPEL