VERDADE GOSPEL
A
bancada do Partido Social Cristão (PSC) decidiu pela permanência do
pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos
da Câmara. De acordo com o líder da legenda, André Moura, a decisão foi
tomada por unanimidade. Os parlamentares se reuniram nesta terça-feira
(12) para avaliar o impacto das manifestações contra o pastor, acusado
de racismo e homofobia por partidos de esquerda e grupos LGBT (lésbicas,
gays, bissexuais e transexuais).
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O encontro, que durou cerca de duas
horas, teve a participação de Feliciano. “Este é um período difícil e
questionamos se ele está em condições de enfrentar tudo isso”, afirmou o
deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB).
Anunciando que fará um pronunciamento
apenas na estreia no comando do colegiado, Feliciano comentou brevemente
a decisão do PSC: “Meu partido pediu para que eu ficasse. Eu fico”. Ele
nega que seja racista ou homofóbico.
Após uma série de protestos de ativistas
e de um grupo de deputados, projetos sobre temas controversos foram
retirados da pauta de votações inicialmente divulgada pela Comissão de
Direitos Humanos para a reunião desta quarta-feira. Um dos projetos de
lei que constava da pauta inicial e foi suprimido aborda os crimes
resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião
ou origem, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS).
Também estavam previstas deliberações
sobre o projeto que penaliza a discriminação contra heterossexuais, do
deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o que dispõe sobre a convocação de
plebiscito para responder a pergunta: “Você é a favor ou contra a união
civil de pessoas do mesmo sexo?”.
Questionado sobre a mudança, Marco
Feliciano limitou-se a dizer que a pauta desta quarta-feira será “bem
produtiva e bem positiva”.
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Fonte: Veja
