VERDADE GOSPEL
O
Uruguai defendeu nesta terça-feira (12), perante a Comissão de Drogas
das Nações Unidas (ONU), seu projeto de legalização da maconha ao
considerar que as políticas “proibicionistas” aplicadas nos últimos 50
anos não foram eficazes e, por consequência, acabaram fracassando.
Assim o explicou à Agência Efe o chefe
da delegação do Uruguai no fórum, o secretário de presidência, Diego
Cánepa, que nesta quarta-feira (13) também se reuniu com representantes
da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife),
organização que criticou a iniciativa uruguaia em seu último relatório.
“Nos últimos 40 anos não reduzimos o
número de dependentes, não reduzimos o consumo da droga, que, de fato,
seguem aumentando”, afirmou o secretário de presidência do Uruguai ao
explicar a posição de país aos delegados internacionais na reunião que
se estenderá até a próxima sexta-feira.
O chefe da delegação uruguaia ressaltou
que, do ponto de vista das políticas sanitárias, da segurança e da
convivência social, os resultados da atual estratégia foram negativos e
que, portanto, é preciso buscar novas alternativas.
A Jife, o órgão da ONU que vigia o
cumprimento das normas internacionais contra as drogas, indicou em seu
relatório anual, publicado recentemente, que a regulamentação do mercado
da maconha, como propõe Uruguai, infringiria os tratados
internacionais.
Em linhas gerais, o representante
uruguaio defendeu a “revisão e atualização” das normas internacionais
contra as drogas, as mesmas que foram aplicadas nos últimos 50 anos.
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Fonte: Terra
